19/02/2014 às 17:00 - Atualizado em 05/01/2018 às 18:11

A atividade de comércio no Acre

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O comércio organizado no estado do Acre é composto basicamente de microempresas, fato que se apresenta comum à realidade brasileira. Porém as empresas criadas e instaladas na região do Acre são, em sua maioria, de estrutura extremamente frágil, notadamente no que se refere à respectiva capacidade competitiva. Daí o fato da frequente presença do Acre no rol das unidades federativas onde são registrados os índices mais elevados de mortalidade das empresas, antes dos dois anos de existência.

A fragilidade da iniciativa privada local é resultado da falta de conhecimentos dos empreendedores quanto às especificidades mercadológicas exigidas pela atividade econômica definida para missão de negócio. O empreendedor não se preocupa em entender as demandas exigidas para a consecução do empreendimento possivelmente propenso a comprometimento.

Como sabido, o Brasil é o país com maior carga tributária e taxa de juros do mundo dos negócios do comércio. Embora esta carga seja repassada, em sua totalidade, ao consumidor final, o não-entendimento por parte dos agentes repassadores faz com que  tenha a credibilidade afetada, a ponto de se tornar economicamente inviável.

A organização empresarial não deve ser planejada apenas para períodos férteis, haja vista que os maiores mercados do mundo econômico são constantemente abalados por crises extraordinárias, e os empreendedores com visão estratégica se municiam dos instrumentos adequados para sobreviver em situações atípicas, enquanto os que acreditam num tempo sempre estável tendem à insolvência.

Vale ressaltar que o mercado do Acre não é diferente dos demais, porém seus empreendedores precisam de conhecimentos específicos para o sucesso dos negócios, condição esta, necessária, para ser conceituado como pessoas fornecedoras de emprego e renda para a economia do estado.

Os conhecimentos a que fazemos referência devem ser buscados junto a entidades existentes, com finalidade específica, a exemplo do Sebrae, entidades do Sistema S, órgãos de governos, entre outras. Resta mais o interesse e cobrança, para que toda essa competência reprimida seja levada com vistas ao bem comum.

Por Roberval Ramirez, economista e coordenador do Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Acre (Ifepac)