06/02/2019 às 14:37

Acre não acompanha tendência nacional de queda em números da inadimplência

Estudo apontou que o total de inadimplentes – os que possuem dívidas ou contas em atraso – também caiu em relação a janeiro de 2018, registrando 22,9 por cento neste mês em comparação aos 25 por cento em relação ao ano passado
Fecomércio/AC Estudo apontou que o total de inadimplentes – os que possuem dívidas ou contas em atraso – também caiu em relação a janeiro de 2018, registrando 22,9 por cento neste mês em comparação aos 25 por cento em relação ao ano passado

“O Acre não segue regra nacional na diminuição do endividamento”. Esta é a opinião do assessor da Presidência da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC), Egídio Garó, ao analisar Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) na última terça-feira (5). O não pagamento do 13º salário aos servidores públicos em dezembro de 2018 e o uso excessivo do cartão de crédito seriam os principais fatores para o desequilíbrio financeiro do acreano.

Nacionalmente, o índice de famílias endividadas alcançou os 60,1 por cento em janeiro de 2019, uma queda em relação aos 61,3 por cento registrados no mesmo período do ano passado. Além disso, o estudo apontou que o total de inadimplentes – os que possuem dívidas ou contas em atraso – também caiu em relação a janeiro de 2018, registrando 22,9 por cento neste mês em comparação aos 25 por cento em relação ao ano passado. A pesquisa mostrou, também, que diminuiu o número de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas, caindo de 9,5 por cento em janeiro de 2018 para 9,1 por cento deste ano.

Garó explicou que a situação acreana não é favorável por conta, dentre outras questões, de responsabilidades de início de ano, como gastos com materiais escolares e pagamento de impostos. “Mas o que leva mais ao endividamento do consumidor é a questão do uso do cartão de crédito. Um uso consciente deve permitir que haja uma redução mais significativa na questão do endividamento do consumidor”.

Garó também chamou a atenção para as promoções que estimulam o uso do crédito. “Com esse incentivo o cliente pode se endividar e a responsabilidade não é da empresa, já que houve o pagamento, feito por uma administradora desse cartão. Quem perde, mais uma vez, é o consumidor, que cai numa bola de neve”, ensina o economista e assessor da Fecomércio/AC.