08/12/2015 às 13:29 - Atualizado em 02/02/2018 às 16:38

"Em muitas ocasiões, deixam de contratar uma pessoa por ela morar longe, já que a tarifa onera os gastos”, afirma Fecomércio

A pedido da Câmara de Vereadores de Rio Branco, o primeiro - secretário da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre  (Fecomercio/AC), Valdemir Nascimento, esteve na tarde desta segunda-feira, 7, na reunião do Conselho de Transporte Público do Município de Rio Branco. A intenção era explicar aos membros e representantes sindicais os motivos do aumento na tarifa dos coletivos.
Nascimento, que também faz parte do Conselho,  afirma que a Fecomercio é contra qualquer tipo de aumento que chegue a prejudicar a sociedade.  "A Federação sempre se posicionou em favor do equilíbrio nas empresas.  Pautamos, principalmente, no que diz respeito à desoneração de impostos e da outorga para evitar que a passagem fique mais cara", diz.
Durante a reunião,  Nascimento expôs os problemas vividos pelos empresários. "Em muitas ocasiões, deixam de contratar uma pessoa por ela morar longe, já que a tarifa onera os gastos. É uma oportunidade de emprego  que se perde", enfatiza. O primeiro-secretário acredita que este debate deve ser levado à sociedade.
O vereador Gabriel Forneck  (PT/AC) aproveitou a oportunidade para esclarecer que não compete à Câmara de Vereadores aumentar ou diminuir valores na tarifa, e o que se refere aos parlamentares e foi à votação se refere à manutenção da isenção do ISSQN e da Outorga do Transporte Coletivo da capital, resultados de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado entre as partes do sistema de transporte coletivo e o Ministério Público do Acre. "A votação na Câmara obedeceu determinação judicial gerada por ação movida pelas empresas concessionárias do transporte coletivo em Rio Branco", explica.
Os responsáveis por definir os valores, ainda de acordo com o parlamentar, seria o Conselho Tarifário Municipal, Colegiada que reúne diferentes segmentos sociais que avaliam os ajustes com base em informações técnicas. "Desde a criação do Conselho, em 1991, essa definição de preços não passa pela Câmara", reitera.
Nascimento complementa, porém,  que a Fecomércio defende os interesses dos empresários. "É uma questão social. Quando se gera emprego, gera renda. E todos saem ganhando", finaliza.