28/01/2019 às 17:57

Empresários acreanos estão positivos com primeiro semestre de 2019

Dos que esperam boas vendas no primeiro semestre de 2019, 65% acreditam em contribuição positiva da parte do novo governo do estado para o aquecimento do mercado de Rio Branco.
Arquivo Fecomércio/AC Dos que esperam boas vendas no primeiro semestre de 2019, 65% acreditam em contribuição positiva da parte do novo governo do estado para o aquecimento do mercado de Rio Branco.

O empresariado local está animado para o primeiro semestre de 2019. Ao menos 74% acreditam em um período positivo, contra 16% com expectativa negativa, e 10%, que não se manisfestam quanto a este aspecto. A pesquisa, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC), por meio do Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Acre (Ifepac), abordou, ainda em janeiro, 61 empresários da capital acreana.

Dos que esperam boas vendas no primeiro semestre de 2019, 65% acreditam em contribuição positiva da parte do novo governo do estado para o aquecimento do mercado de Rio Branco. Entretanto, 18% se mostram indiferentes quanto a essa contribuição e 17% não sabem responder. Ainda em relação aos empresários otimistas, 57,6% esperam redução do desemprego na economia e outros 33,9%, numa ação eficaz de combate à corrupção, afora outros, que esperam condições adequadas para o adimplemento de situação fiscal pendente. 

AMEAÇA PARA O COMÉRCIO LOCAL NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2019

Aproximadamente 75% dos entrevistados demonstram preocupação com uma possível “falta de dinheiro na praça”, dada a precariedade financeira amplamente anunciada pelo governo do estado. Também o elevado nível de endividamento da população já observado pelo mercado, representa uma ameaça na avaliação empresarial. Outro aspecto de ameaça é o desemprego, que além de tudo, contribui para o aumento do “comércio informal”, prejudicando assim, a atividade formal submetida à uma exorbitante carga fiscal e outros encargos incidentes sobre o funcionamento de empresa organizada.

O estímulo à instalação de empreendimentos comerciais do varejo de grande porte no mercado de Rio Branco é uma ameaça para a maioria dos estabelecimentos em funcionamento, classificados como micro e pequenas empresas – ME. Para 38,3% dos empresários, o grande empreendimento comercial tem a capacidade de atrair mais clientes, deixando assim, os micros e pequenos estabelecimentos em situação desfavorável de mercado.  Outros 18,3% demonstram “ciência” de que o grande empreendimento comercial tem infinita condição de “promoções de vendas” em condições mais vantajosa que o micro e pequeno empreendimento.