21/09/2018 às 12:23

Fecomércio/AC analisa aumento na Intenção de Consumo das Famílias

Além da estabilidade dos preços, não são esperadas elevações acentuadas da intenção de consumo até o fim do an
Ascom/CNC Além da estabilidade dos preços, não são esperadas elevações acentuadas da intenção de consumo até o fim do an

Os números satisfatórios na pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), dão mais perspectiva para a economia futura. Pelo menos, esta é a visão do assessor da presidência para assuntos econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC), Alex Barros. Na manhã desta sexta-feira, 21, ele comentou a alta do ICF, com registro de crescimento de 1,5% em setembro quando comparado com agosto, com alcance de 86,9 pontos. Na comparação anual, o aumento foi de 13,2%.

Todos os subíndices que compõem a ICF aumentaram na variação mensal, com destaque para três que subiram acima da média: Renda Atual (+2,5%), Nível de Consumo Atual (+2,4%) e Momento para Duráveis (+2,2%). Já na comparação anual, observam-se elevações consideráveis, como Nível de Consumo Atual (+24,9%) e Perspectiva de Consumo (+22,6%), bem acima das demais variações.

Segundo Barros, é importante salientar que, desde de maio de 2015, o indicador não consegue romper os 100% da intenção de consumo. “Esse crescimento no indicador se deve, principalmente, pela liberação dos recursos do PIS/Pasep para os cotistas, um montante de R$ 10,3 bilhões que poderão ser canalizados para o consumo. Alguns setores como o de bens duráveis ainda não estão no radar da intenção de consumo das famílias: 65,3% dos entrevistados disseram não ter interesse nesses produtos”, reitera o assessor.

Barros destaca também que o indicador de maior reflexo na economia, o emprego, ainda não reagiu como esperado. “Na Região Norte, tanto os indicadores de emprego quanto de perspectiva profissional, na variação mensal, apresentaram resultados negativos, respectivamente -1,4% e – 7,1%”.

Além da estabilidade dos preços, não são esperadas elevações acentuadas da intenção de consumo até o fim do ano. Diante disso, a CNC reajustou, pelo quarto mês consecutivo, sua previsão para o crescimento do varejo em 2018. A expectativa, que antes era de +4,5%, agora está em +4,3%.