10/05/2018 às 16:44

Fecomércio/AC comenta dados divulgados pelo IBGE

Divulgação

“A inflação está, em tese, controlada”. Esta é a opinião do assessor da presidência para assuntos econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC), Alex Barros, após divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do País. De acordo com divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 0,22% em abril, registrando uma aceleração em relação aos 0,09% verificados em março.

Segundo divulgado, no acumulado do ano, registra-se 0,92% - menor nível para os quatro primeiros meses do ano desde a implantação do Plano Real, em 1994. Em 12 meses, a inflação acumulada teria subido para 2,16%, após registrar 2,68% nos 12 meses anteriores. Mesmo assim, ainda de acordo com o IBGE, segue abaixo do piso da meta do Banco Central, de 3%, dando espaço para que o Banco Central siga com os planos de cortar juros mais básicos.

Barros comenta, porém que apesar da expectativa de mais uma redução da taxa Selic, verificamos que, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), isso pode não acontecer. “Tal fato se dará basicamente por dois motivos: a valorização do dólar e da alta do petróleo, que tem impacto direto no consumidor já que afeta, notadamente, a inflação”, explica.

O assessor reitera, ainda, que a meta para a taxa de inflação seria de 4,5%, conforme preconiza o Copom. “E, hoje, segundo dados do Bacen [Banco Central do Brasil], ela [a taxa de inflação] encontra-se acumulada em 2,76%. A previsão para 2018 é de 3,49%”, acrescenta, dizendo também que, apesar da expectativa de alta da inflação, é importante salientar que esta é apenas uma previsão.”

“Sobretudo, devemos pensar no que tange ao sentimento do consumidor, ou seja, se, para ele, os preços continuam estáveis, a queda de taxas como IPCA e Selic, por exemplo, irão refletir na queda dos juros bancários”, afirma Barros.

O assessor finaliza explicando que a redução na expectativa do crescimento seria, na verdade, causada pela instabilidade política. “Basta que acompanhemos, para percebermos isso, a balança comercial”.