02/03/2018 às 12:01

Fecomércio/AC comenta resultado do Icec, divulgado pela CNC

O levantamento abordou que, na comparação com janeiro, o indicador evoluiu 3,3%, na série com ajuste sazonal. Já ante o mesmo período de 2017, o aumento foi de 18,5%.
Seds.mg.gov O levantamento abordou que, na comparação com janeiro, o indicador evoluiu 3,3%, na série com ajuste sazonal. Já ante o mesmo período de 2017, o aumento foi de 18,5%

O assessor da presidência para assuntos econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC), Alex Barros, comentou, na manhã desta sexta-feira, 2, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) no final do mês passado. Segundo o estudo, o indicador atingiu 113,2 pontos em fevereiro de 2018, mantendo-se acima da zona de indiferença, de 100 pontos. Para Barros, o otimismo apresentado na alta da confiança ainda é reflexo das vendas de final de ano.

O levantamento abordou que, na comparação com janeiro, o indicador evoluiu 3,3%, na série com ajuste sazonal. Já ante o mesmo período de 2017, o aumento foi de 18,5%. Para o economista da CNC, Bruno Fernandes, a leve melhora no nível de consumo, devido à queda da inflação, teria iniciado o processo de recuo no custo do crédito e no desemprego. Já Barros acrescentou que as comercializações do final de 2017 teriam sido as melhores desde 2010.

“O IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] acaba de divulgar o PIB [Produto Interno Bruto] de 2017. Apesar da corrupção e da crise política, o Brasil deixou para trás a mais profunda e longa depressão econômica da sua história e cresceu 2,5% mais do que se projetado. Isto foi notado nas vendas”, reiterou o assessor.

O Icec confirmou ainda que, em relação ao ano passado, a percepção dos varejistas sobre as condições atuais teria melhorado expressivamente em todos os itens avaliados, que foram economia, setor e empresa. O destaque, segundo a avaliação, seria a economia, com aumento de 69,9% e, no último mês de fevereiro, 43,3% dos comerciantes consideraram que este ponto estaria, de fato, melhor que há um ano.

Alex ressaltou, porém, que nem tudo seriam flores. “Alguns setores conseguiram girar seus estoques, e mercadoria na prateleira é dinheiro imobilizado. No Acre, temos ainda de destacar o índice de contratações que, no mês de janeiro, foi menor que o previsto”, enfatizou.

Mesmo assim, o assessor considerou importante que o pensamento positivo prevaleça. “As expectativas estão, com certeza, ficando mais altas, e acredito que teremos boas surpresas”, finalizou.