20/02/2018 às 11:01

Fecomércio/AC se manifesta quanto a onda de assaltos em comércios na capital

Número de assaltos a estabelecimentos comerciais tem tornado inviável a prática do comércio
d Número de assaltos a estabelecimentos comerciais tem tornado inviável a prática do comércio

Com a onda de violência que assola a capital acreana, o assessor da presidência para assuntos econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC), Alex Barros, comentou, na manhã desta segunda-feira, 19, sobre os problemas enfrentados pelos empresários do comércio. Na quarta-feira, 14, criminosos invadiram vários estabelecimentos localizados na Rua Quintino Bocaiúva, e o prejuízo chegou a quase R$ 1 milhão.

De acordo com Barros, o número de assaltos a estabelecimentos comerciais tem tornado inviável a prática do comércio, de modo que o comerciante tem de, além de conviver com a carga tributária elevadíssima, lidar com a insegurança.

“Muitos [empresários] estão contratando serviços de vigilância privada. Aqueles que não dispõem de recursos para este fim acabam colocando grades e atendendo pelo lado de dentro de seus estabelecimentos, porém, isso reduz as vendas”, concluiu o assessor.

Barros comentou, ainda, sobre pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Acre (Ifepac) em outubro de 2017. Na ocasião, 39% dos entrevistados disseram se sentir desprotegidos e 57% afirmaram já ter sofrido algum atentado à segurança. “Sendo que 39% estavam ligados a assaltos roubos ou furtos. Este retrato também revela o sentimento do empresário”.

A pesquisa

À época da realização da pesquisa, a Fecomércio/AC tinha a intenção de traduzir os cenários e perspectivas para a região, principalmente no que tange aos negócios e em como a segurança pode influenciá-los. Na ocasião, 15% dos 304 entrevistados admitiram ter sofrido ameaça pessoal e 43% teriam, nos últimos tempos, sofrido com perdas de parentes ou pessoas conhecidas por homicídio, isto apenas na capital acreana.

Outras 49% reiteraram ter vivido experiências de roubos ou assaltos e a pesquisa destacou ainda 14%, que se abstiveram de responder. O motivo principal para tamanha onda de violência, de acordo com o 27% dos abordados, seriam problemas relacionados a drogas. Em seguida, 26% apontaram a impunidade como motivo perverso. A ausência do estado também representaria a principal causa de problemas na segurança para 19% dos entrevistados e, para 16%, a falta de educação.