02/09/2015 às 19:13 - Atualizado em 02/02/2018 às 16:37

Insegurança de comerciantes é comum para o momento do País, acredita Fecomércio

Segundo dados do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) nesta terça-feira, 1º, o empresário está decepcionado com a economia brasileira. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC) acredita que, dadas as situações do País, o sentimento pode ser considerado normal, segundo afirma o superintendente da instituição, Egídio Garó.
 
A escala do Icec é medida entre 0 e 200 e, em agosto, alcançou a marca dos 82,2 pontos, o que corresponde à 7ª queda mensal do ano e ao patamar mais baixo da série histórica, iniciada em março de 2011. A diminuição foi de aproximadamente 0,9% em relação ao mês de julho, e 24,6% ante o mesmo período de 2014. Além disso, para 93,7% dos entrevistados, a economia brasileira está pior que a verificada no ano passado.
 
Para o superintendente, a confiança do empresário diminui à medida em que há a dificuldade em se conduzir o negócio. “Quanto maiores os problemas, menos os comerciantes confiam no próprio negócio e, consequentemente, uma série de fatores acaba influenciando nesta situação. O empresário deixa de investir, de gerar emprego e renda, de definir estratégias, de investir em publicidade e propaganda”, comenta, acrescentando, ainda, que esta situação é verificada desde 2011.
 
“No ano passado, vimos isto de uma maneira mais intensa, desde meados do ano, quando o dólar apresentou uma subida. Conseguimos, já à época, mapear um pouco a situação. Lembrando que o momento em que estamos vivendo é um fator interno”, reitera Garó.
 
O superintendente acredita que uma boa alternativa para que os comerciantes voltem a ter confiança no setor diz respeito à valorização do produto brasileiro no exterior. “Passando, assim, a exportar. Observamos que a indústria já apresentou uma pequena melhora, produzindo um pouco mais”, diz.
 
Garó relembra ainda o momento de ajuste fiscal. “O empresário ainda está em adaptação deste reajuste. E ainda há empresas que não se recuperação da alagação que deixou o Acre isolado no ano passado. Mas, à medida que o tempo passa, o empresário vai se reajustando, delineando outras estratégias e, assim, continuando ter sua estabilidade. O otimismo prevalece, ao final das contas”, finaliza.