23/07/2018 às 12:36

Intenção de consumo das famílias continua em queda, diz Fecomércio/AC

Para o assessor, é fato que isto é resultado da economia que “ainda caminha para a melhora lentamente".
Governo Federal Para o assessor, é fato que isto é resultado da economia que “ainda caminha para a melhora lentamente".

Segundo dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) alcançou, em julho, 85, pontos, compondo uma queda de 1,8% em relação ao mês anterior. Para o assessor da presidência para assuntos econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC), Alex Barros, apesar da redução da taxa Selic, índice de inflação e taxa de juros, o consumidor ainda não conseguiu sentir o reflexo das medidas no bolso.

Ainda de acordo com o levantamento da CNC, porém, quando compara-se de forma anual, houve alta de 10,2%. Com o resultado de julho, a insatisfação quanto ao nível de consumo acumularia 42 meses, também sem grandes perspectivas quando ao crescimento da economia.

Barros complementa também que o consumidor ainda não recuperou o poder de compra. “Isso impacta diretamente na intenção de consumo, pois a maior parte da sua renda está comprometida. Outra dificuldade enfrentada pelas famílias é o acesso ao crédito, que, apesar da política monetária expansionista adotada pelo Bacen, ainda está restrito ao consumidor final”, diz.

Para o assessor, é fato que isto é resultado da economia que “ainda caminha para a melhora lentamente. “A recuperação da economia depende em grande parte da geração de novos empregos. Diante desses fatores tanto a perspectiva de quanto o nível de consumo recuaram, principalmente no que se refere a aquisição de bens duráveis”, acrescenta.

O levantamento da CNC mostra ainda que o subíndice Renda Atual alcançou 99,0 pontos, e o componente Acesso ao Crédito teve queda de 1,2% na comparação mensal e aumento de 11,6% em relação a julho de 2017. Apesar da melhora de todos os subíndices em relação ao ano passado, 52,7% das famílias entrevistadas declararam estar com o nível de consumo menor do que em 2017.