27/07/2015 às 16:45 - Atualizado em 02/02/2018 às 16:36

Mais de 60% dos consumidores se controlam quanto a gastos mensais, diz Fecomércio/AC

Com o objetivo de avaliar o consumo da população do Acre diante do atual processo de desaquecimento econômico brasileiro, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio/AC), por meio do Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Acre (Ifepac) realizou, entre os últimos dias 15 e 20 de julho, uma pesquisa para averiguar a preocupação com a redução do padrão de vida local. Um total de 404 consumidores foi consultado, sendo 54% homens e, 46%, mulheres.

A pesquisa apontou que 64% dos consumidores exercem certo controle sobre os gastos mensais e, destes, 32% apontam a energia elétrica como a conta de maior crescimento nos últimos meses. O estudo fez, ainda, uma pesquisa com os abordados, e constatou que 54% acham pouco provável que os atuais ajustes do governo sejam capazes de estabilizar a economia nos próximos três anos.

Apesar dos problemas verificados na economia brasileira, 43% dos acreanos admite condições financeiras suficientes para conviver numa situação mais prolongada caso se verifique aumentos constantes de preços dos bens e serviços de consumo doméstico, mas 54% não apontam tanta segurança. Além disso, caso haja a necessidade de buscar alternativas para manter o poder de compra atual no período de inflação, 41% dos consumidores devem cortar gastos domésticos sucessivamente; 22%, reduzir o consumo de água, energia e gás de cozinha e 16% afirmam que devem empregos para mais familiares.

De acordo com o levantamento, 28% dos estudados estão, atualmente, em busca de ofertas no mercado de compras, enquanto 16% assumem que compram o que podem com a quantia que dispõem. Os demais informaram diminuição na quantia de consumo, e passaram a buscar o mesmo produto de marcas menos conhecidas.

Ainda segundo o estudo, 36% dos consumidores afirmam que o governo não transmite confiança quanto à duração da carestia no mercado acreano, ou seja, ao tempo de elevação dos custos dos produtos ou até mesmo escassez deles. A pesquisa detecta, porém, que 33% dos consultados demonstram otimismo em relação ao mesmo assunto.