05/10/2015 às 18:31 - Atualizado em 02/02/2018 às 16:37

Natal: Acre deve manter o número de vendas registrado em 2014, diz Fecomércio

Diferentemente das previsões feitas pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que enfatizam a redução de 4,1% no faturamento das vendas de Natal no Brasil em relação ao mesmo período de 2014, a superintendência da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio/AC) acredita que o comércio natalino deve se manter estável no Acre e sem mudanças drásticas, quando comparado com o ano anterior. Os motivos estariam relacionados às diferenciações na economia acreana.

Desde 2004, a CNC realiza a coleta de dados referentes ao comércio natalino, sendo que esta foi a primeira vez em que houve registro de redução nas vendas. De acordo com o superintendente da Fecomércio/AC, Egídio Garó, o mercado acreano não apresenta a mesma oscilação. “Não tem linha de tendência, fica sempre numa constante. Por conta desta constância, entende-se que o volume de vendas, ao final do ano, deve ser igual ou pouco melhor do que foi em 2014, já que a economia acreana é diferente daquelas que verificamos em outras unidades federativas”, explica.

O 13º salário deve ser um dos fatores primordiais para que não haja desestabilização no comércio acreano durante o Natal. Além disso, o número de empregos temporários também será pouco afetado, ainda de acordo com a superintendência da entidade. “Caso exista uma oscilação diferente em relação ao ano passado, será pouca”, finaliza.

Cenário brasileiro

Para Garó, a pesquisa da CNC aborda dois pontos importantes: a queda no faturamento das empresas e o número de vagas para empregos temporários, que devem diminuir 2,3% em relação à mesma época em 2014. “E tudo isto diz respeito à desvalorização cambial; ao encarecimento do crédito, que dificulta o acesso daqueles que querem comprar a prazo; e à inflação elevada”, diz.

Em relação ao mercado de trabalho, itens do vestuário, uso pessoal e super e hipermercados responderão por oito a cada dez contratações temporárias em todo o País. “Atingindo a, aproximadamente, 140 mil empregos criados nesta época do ano”, explica o superintendente.