27/04/2016 às 17:28 - Atualizado em 02/02/2018 às 16:39

Percentual de famílias endividadas cai para 59,6% em abril

As famílias estão menos endividadas em abril. Essa é uma das conclusões da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e que mostra que 59,6% das famílias possuem dívidas. O resultado aponta uma queda tanto na comparação mensal (60,3% em março de 2016) quanto na anual (61,6% em abril de 2015).

“Há três meses que a Peic apresenta retração e em abril chegou ao seu menor patamar desde março de 2015. Esse resultado evidencia a retração do consumo com uma cautela maior do consumidor”, avalia a economista da CNC Marianne Hanson.

O percentual de famílias que relataram ter contas em atraso – 23,2% – é menor do que em março, quando era de 23,5%. O resultado, no entanto, é maior do que há um ano, quando eram apenas 19,7%. Outro indicador que também diminuiu na comparação mensal é o que se refere às famílias que não terão como pagar as dívidas e que, portanto, vão permanecer inadimplentes. Em abril, o percentual foi de 8,2%, ante 8,3% em março e 6,9% em abril de 2015.

“Os indicadores de inadimplência pioraram com relação ao ano passado, em função das taxas de juros mais elevadas e do cenário menos favorável no mercado de trabalho”, ressalta a economista.

Nível de endividamento

A proporção de famílias que se declararam muito endividadas aumentou na comparação mensal – de 14,3% para 14,5%. Em relação a abril de 2015, a alta foi de 2,5 pontos percentuais.

O tempo médio das dívidas em atraso foi de 61,8 dias em abril de 2016 – acima dos 60,9 dias registrados na comparação anual. Já o tempo médio de comprometimento com as dívidas foi de 7,1 meses, sendo que 33,4% têm dívidas por mais de um ano. Do total das famílias brasileiras, 23,2% têm mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas.

O cartão de crédito é apontado por 77,9% como o principal tipo de dívida, seguido dos carnês, com 15,4%. O financiamento do carro ocupa o terceiro lugar na lista, com 11,9%.

(foto: imirante.com)