12/06/2018 às 11:56

Percentual de famílias endividadas reduz, mas não demonstra melhoria na economia, diz Fecomércio/AC

Houve redução também em relação a maio de 2017, ainda de acordo com o Peic, quando o indicador alcançou a marca de 60,7% total de famílias.
Governo do Brasil Houve redução também em relação a maio de 2017, ainda de acordo com o Peic, quando o indicador alcançou a marca de 60,7% total de famílias.

O percentual de famílias endividadas registrou 59,1% em maio, mostrando-se em queda em relação aos 60,2% vistos em abril. O levantamento é da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para o assessor da presidência para assuntos econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC), Alex Barros, as famílias ainda estariam mais cautelosas em realizar novos projetos, por isso, os resultados mais “positivos”.

Houve redução também em relação a maio de 2017, ainda de acordo com o Peic, quando o indicador alcançou a marca de 60,7% total de famílias. O estudo mostrou ainda que a proporção de famílias com dívidas ou contas em atraso diminuiu neste mês, passando de 25% para 24,2% do total. Comparando anualmente, houve redução de 1,3%.

Barros explicou que a instabilidade política no País refletiria de maneira nociva na economia, principalmente quando se pensa na taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) divulgada pelo Banco Central. “Que denota que ‘o céu não será de brigadeiro’. As famílias estão mais controladas na hora de fazer novas compras, e isso se torna claro quando vemos o recuo de famílias endividadas”, diz.

Índice de inadimplentes também reduziu

Ainda de acordo com a Peic, a proporção de famílias que declararam não ter condições de pagar contas ou dívidas em atrasos passou de 10,3% para 9,9% em maio de 2018, com registro de queda também em relação aos 10,1% vistos no mesmo período em 2017.

“Diante da “desconfiança” na economia e a não recuperação dos empregos no país, o consumidor retrai seu consumo e não contrai financiamentos e empréstimos o que também lhe permite pagar suas contas sem atraso”, finalizou Barros.