01/03/2018 às 12:59

Pesquisa Fecomércio/AC: Aproximadamente 77% dos rio-branquenses querem ter mais controle nas finanças

Aproximadamente 77% dos rio-branquenses desejam poupar, segundo pesquisa.
Brasil.gov.br Aproximadamente 77% dos rio-branquenses desejam poupar, segundo pesquisa.

Os rio-branquenses admitiram que sim, tentam planejar os gastos, e o objetivo seria simples: utilizar melhor os recursos financeiros. Pelo menos, esta é a constatação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC), por meio de estudo idealizado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Acre (Ifepac). De acordo com o levantamento, que abordou 250 pessoas acima dos 16 anos entre os últimos dias 22 e 25 de fevereiro, 77% da população residente na capital acreana gostaria de​ ter mais controle das finanças, enquanto 33% admitiu não exercer a prática.

Além disso, a pesquisa informou que 87% da população entrevistada dá preferência às compras previamente programadas, de modo que apenas 13% afirmaram que ainda compram por impulso. E o motivo para a discrepância de pensamento, de acordo com o estudo, é que, para 47%, a renda mensal não permitiria sobras. Outros 6% admitiram, ainda, que sempre precisam de mais dinheiro para honrar os compromissos financeiros.

Apesar de 53% terem informado que tentam poupar, 34% afirmaram que guardam apenas “quando podem”. No mais, 40% da população de Rio Branco afirmou que os gastos com alimentação representam o maior peso no orçamento doméstico. Despesas com energia elétrica representam maior destaque, no entanto, para 29% e, dentre demais itens de consumo, o aluguel é a principal despesa de 18% e o transporte, de 8%.

Para 44% dos entrevistados, seria possível uma redução de custos daquilo que representa maior gasto para o orçamento doméstico; porém, outros 56% afirmaram que já reduziram ao máximo.

Para entender melhor o pensamento de economia do rio-branquense, a instituição avaliou os aspectos econômico-sociais da população e, dentre os entrevistados, 67% com potencial para poupar têm idade entre 24 e 44 anos; 15%, entre 45 e 54 anos e; 9%, entre 16 e 24 anos. A pesquisa indicou também que 10% dos avaliados contam com graduação escolar e, 43%, com ensino médico completo. Outros 5% teriam ensino fundamental concluído e apenas 1%, pós-graduação escolar. O estudo avaliou ainda 40%, que contam com ensino fundamental, médio ou superior em andamento ou paralisado.

Os dados da pesquisa demonstraram ainda que 25% das famílias daqueles que estão economicamente ocupados têm renda média mensal de até dois salários mínimos, ou seja, condições de orçamento doméstico de até R$ 1.930. Porém, outros 25% informaram renda média de dois a cinco salários mínimos por mês (entre R$1.930 a R$ 4.850).

O estudo indicou também que 43% dos entrevistados seriam assalariados com a carteira assinada. Outros 18%, servidores públicos e, finalmente, 21% estariam desempregados. Dentre outras ocupações, 3% teriam vínculo informal e outros 3%, atividade econômica própria.