08/06/2016 às 12:52 - Atualizado em 02/02/2018 às 16:39

Projeto Sonora Brasil traz o som das Violas para Rio Branco em dois finais de semana

Difundir expressões musicais identificadas com o desenvolvimento histórico da música no Brasil. Este é o objetivo do projeto Sonora Brasil Sesc, que chega em sua 19ª edição ao Acre com o tema Violas Brasileiras, com apresentações entre os dias 11, 12 e 18 e 19 de junho, no Teatro de Arena do Sesc Centro. A entrada é franca.

O tema Violas Brasileiras visa traçar um panorama da viola de cinco ordens e de variantes do instrumento que apresentam características peculiares e regionalizadas, relacionadas a práticas musicais restritas a ambientes geográficos pouco abrangentes. Nesta edição, receberemos dia 11 às 19h as Violas Singulares apresentadas por Sidnei Duarte (MT) com a viola-de-cocho, Rodolfo Vidal (SP) com a viola fandangueira ou caiçara e Maurício Ribeiro (TO) com a viola-de-buriti, instrumento pouco conhecido fora do estado do Tocantins que tem sonoridade e características físicas bastante peculiares.

Violas Caipiras se apresenta no dia 12 de junho, domingo, às 18h no Teatro de Arena.  A viola na região Sudeste se consagrou com as denominações caipira e sertaneja, a A viola na região Sudeste se consagrou com as denominações caipira e sertaneja, a primeira relacionada às práticas mais tradicionais do meio rural, e a segunda mais associada ao repertório desenvolvido em meio urbano, fundindo à base novos elementos técnicos e estruturais.

Já no dia 18 de junho, sábado, a vez é de Violas no Nordeste, às 19 horas, no Teatro de Arena  dia 18 de junho. A viola no Nordeste pode ser encontrada em sua forma mais tradicional, como a presente corriqueiramente na região Sudeste, mas também em variantes típicas da região, como a utilizada por repentistas, que possui um sistema acústico que melhora a projeção do som, e a machete, característica da região do Recôncavo Baiano

No dia 19 de junho, domingo, às 18 horas, a apresentação é de Violas em Concerto, também no Teatro de Arena. O duo apresenta a viola no ambiente de concerto por meio de repertório que remonta ao período colonial brasileiro, anterior à consagração do violão como principal instrumento acompanhador na música, período em que a viola era uma das pontes musicais entre Europa e Brasil.