02/05/2018 às 13:49

Queda na confiança empresarial confirma encolhimento do varejo

As vendas, ainda de acordo com levantamento, recuaram 0,2% em fevereiro
Reprodução Receita Paraíba As vendas, ainda de acordo com levantamento, recuaram 0,2% em fevereiro

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o varejo brasileiro teria encolhido no mês de fevereiro – um movimento inesperado e o pior já registrado no mês em três anos. De acordo com o assessor para assuntos econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC), Alex Barros, a notícia seria corroborada pela queda do índice de confiança empresarial verificada em abril de 2018, com um recuo de 1,4 pontos percentuais e retorno ao patamar visto em dezembro de 2017.

O levantamento feito pelo IBGE aponta que a situação foi pressionada pelas vendas de supermercados e combustíveis, e ressalta uma reação lenta por parte da economia, marcada ainda pelo fraco mercado de trabalho. As vendas, ainda de acordo com levantamento, recuaram 0,2% em fevereiro, quando comparado ao mês anterior. Além disso, o resultado contrariaria a expectativa de pesquisa feita pela Reuters junto a economistas referente a possível aumento de 0,8% na comparação mensal.

Barros afirma que a queda da confiança empresarial, vista em abril, parece refletir certo desapontamento do setor produtivo por conta do ritmo lento de atividade no início do ano. “Além do aumento de incertezas com a entrada do período eleitoral no radar das expectativas”, afirma.

O assessor destaca também que o setor mais afetado seria o de bens duráveis e o de serviço. “Tendo em vista o fato de o consumidor priorizar produtos de necessidade básica. Outro indicador que merece destaque e que acentua o momento atual é o aumento do desemprego, que impacta diretamente a economia e reduz a expectativa de crescimento do PIB [Produto Interno Bruto]”.

Há, no entanto, uma boa notícia, ainda segundo Barros: indicadores responsáveis por medir a percepção sobre a situação atual continuaram a subir ao longo do mês. “Sinalizando que a economia continua na fase de recuperação gradual”, finaliza.