14/03/2016 às 11:50 - Atualizado em 02/02/2018 às 16:38

Receita do setor de serviços deve encolher 3,2% em 2016

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou a sua projeção para a receita do setor de serviços para 2016. Após a queda de 5,0% no faturamento em janeiro, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, a CNC prevê queda de 3,2% para o setor neste ano.

“Além da fraca base comparativa, a queda projetada pela entidade considera as expectativas para a inflação geral e do setor, bem como a perspectiva de desempenho do Produto Interno Bruto de 2016”, afirmou o economista da CNC, Fabio Bentes.

Novembro foi o pior mês para os serviços

Apesar da queda de 5,0% na receita em janeiro em relação ao mesmo mês de 2015, a variação seguiu o desempenho do comparativo entre os meses de dezembro de 2015 e 2014, quando também houve queda de 5,0%. “Essa queda menor dos últimos meses pode indicar que, do ponto de vista da variação do volume de receitas, o setor tenha atingido o ‘fundo do poço’ em novembro quando a PMS registrou sua maior queda histórica (-6,4%, ante novembro de 2014)”, completou Bentes.

Para o economista, as taxas menos negativas podem ser atribuídas a um arrefecimento dos preços praticados pelas atividades de serviços diante da recessão econômica. Segundo o deflator da própria PMS, a inflação registrada ente janeiro de 2016 e o mesmo mês do ano passado voltou a crescer abaixo dos 5% (+4,9%) e foi a menor desde setembro do ano passado (+4,8%).

Entretanto, o caráter generalizado da crise nesta parcela do setor terciário ainda se faz presente, uma vez que, pelo quinto mês consecutivo, todos os cinco grupamentos de atividade registraram quedas no período. Assim como em dezembro, destacaram-se negativamente as atividades de serviços profissionais, administrativos e complementares (-9,1%) e o grupo “outros serviços” (-7,9%), que agrega serviços imobiliários, de reparação e alguns serviços de utilidade pública.

Fonte: CNC