05/02/2020 às 14:56

Sistema Fecomércio/AC participa de reunião do Pacex para melhoria de comercialização na fronteira

Falamos, principalmente, acerca dos maiores problemas vividos pelos empresários acreanos quanto à exportação e importação dos produtos.
Fecomércio/AC Falamos, principalmente, acerca dos maiores problemas vividos pelos empresários acreanos quanto à exportação e importação dos produtos.

Entidades públicas e privadas integrantes do Plano Acreano de Cultura Exportadora (Pacex) e empresários se reuniram na manhã desta quarta-feira, 5, na sede da Federação das Indústrias do Acre (Fieac) para reunião extraordinária junto ao secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), José Guilherme Leal. Na ocasião, foram entregues sugestões feitas pelo próprio empresariado para a melhoria das exportações aos países andinos.

De acordo com assessor técnico do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac/AC, Egídio Garó, este é um encontro entre as instituições e o governo do Estado e Federal, no nome do secretário – para falar acerca de alguns temas que são importantes para o Acre atualmente e, principalmente, no que diz respeito às questões de exportação.

“Falamos, principalmente, acerca dos maiores problemas vividos pelos empresários acreanos quanto à exportação e importação dos produtos. Apesar de o estado ser um lugar estratégico geograficamente, percebemos uma série de outras situações que acabam dificultando o bom andamento das comercializações. Então, numa reunião dessas, conseguimos apresentar as dificuldades e conversarmos para, em conjunto, conseguirmos alcançar melhorias”, explicou Garó.

O governador em exercício, Wherles Rocha, afirmou que o governo do Estado tem procurado estreitar as relações com o Mapa e todos órgãos aduaneiros para que o Acre possa, de fato, se reintegrar aos países fronteiriços. “Estamos com vistas no mercado andino, mas temos muitos gargalos a superar. E um deles é a presença do Mapa efetiva na fronteira. A vinda do secretário vem nesse sentido, para eliminar esse problema. No ano passado, deixamos de importar 15 mil toneladas de milho, que viriam do Mato Grosso para o Peru, porque não tínhamos a fiscalização. Isso será superado”.

O presidente da Fieac, José Adriano, reiterou que a oportunidade foi salutar para a o estreitamento de um t rablho que já é realizado há mais de dois anos que é trabalhar a cultura exportadora. “Levantamos, no ano passado, as propostas e as apresentamos aos parlamentares federais a nos ajudar. Uma dessas questões são as próprias estruturas físicas das nossas alfândegas, que se encontravam até bem pouco tempo abandonadas e, agora, com um apoio da Receita Federal, já puderam melhorar as condições, mas ficou a parte burocrática e estamos equacionando mais algumas coisas”, disse.

Uma boa notícia dada por José Guilherme Leal é que, após visita realizada em Assis Brasil e Epitaciolândia, verificou-se como que o Governo Federal pode reforçar esse trabalho no caso de comércio. “Nós sabemos que o Acre tem um potencial muito grande de crescimento em exportação e importação, beneficiando tanto o estado quanto o Peru, e precisamos de algumas melhorias. Estamos reajustando tanto a estrutura física quanto o fortalecimento do Mapa para termos um atendimento mais fluido, e nos próximos quinze dias, já verificaremos uma melhoria. Estamos agora abrindo um processo para realocar servidores e tornarmos o trabalho melhor”, comentou.

O empresário Adem Araújo afirmou que um dos maiores entraves enfrentados pelo comércio local seria a falta de fiscalização na fronteira. “Importamos vários produtos perecíveis, e o trabalho na fronteira infelizmente é reduzido. Isso acaba encarecendo o custo. É importantíssima a visita do secretário tentando minimizar os problemas para que consigamos melhorar”, finalizou.